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Com foco em acessibilidade e direitos humanos, Governo do Estado articula ações integradas no Carnaval 2026

Fotografia do palco de Carnaval à noite, identificado por um letreiro luminoso com os dizeres “Pernambuco Carnaval”, posicionado ao centro e no alto da estrutura. O palco é grande, com cenografia vibrante em tons de verde, azul, amarelo e rosa, iluminado por luzes fortes e efeitos visuais. À frente do palco, há uma multidão de pessoas em pé, com os braços levantados, algumas segurando sombrinhas coloridas de frevo. Em primeiro plano, aparecem dois bonecos gigantes típicos do Carnaval pernambucano: um à esquerda, vestindo roupa azul e chapéu verde, e outro à direita, com roupa vermelha e chapéu amarelo.

Programa Pernambuco Conduz, espaços acessíveis nos shows, combate ao racismo, prevenção ao tráfico de pessoas e proteção ao consumidor marcam a atuação do Estado

Durante o Carnaval 2026, o Governo de Pernambuco realiza um conjunto de ações integradas para garantir que a maior festa popular do Estado seja vivenciada com inclusão, respeito à diversidade e promoção dos direitos humanos e da cidadania. As ações são coordenadas pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH).

Uma das estratégias prioritárias é conduzida pela Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD), que vai assegurar a inclusão e a mobilidade de pessoas com deficiência ao longo dos dias da folia por meio do programa Pernambuco Conduz (PE Conduz). Durante o período carnavalesco, o serviço contará com 63 vans adaptadas circulando por polos em Olinda, Recife, Caruaru, Bezerros, Paulista e Vitória de Santo Antão. O transporte gratuito e acessível será destinado para cerca de 300 pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Os interessados precisam estar cadastrados no programa. 

Além do transporte acessível, o Festival Pernambuco Meu País contará com estrutura de acessibilidade em seus palcos no Recife, no Jardim do Cais do Sertão, e em Olinda, na Praça do Carmo, na Cidade Alta. Os espaços terão área reservada para pessoas com deficiência e equipe de intérpretes de Libras durante as apresentações. Para utilizar o espaço acessível, a retirada das pulseiras ocorre no próprio dia do evento, no local, sem necessidade de inscrição prévia. Para a retirada, é necessário apresentar documento de identidade e, nos casos de deficiências não visíveis, a carteira de identificação da pessoa com deficiência.

Outras ações –  Em parceria com o Grande Recife Consórcio, a campanha de enfrentamento ao tráfico de pessoas vai promover atividades educativas nas paradas de ônibus e panfletagens nos principais polos carnavalescos, com o objetivo de ampliar a informação, a conscientização e a prevenção desse tipo de violação, especialmente em um período marcado por grandes aglomerações e intenso fluxo de pessoas.

Na promoção da igualdade racial, haverá ações de enfrentamento ao racismo em polos estratégicos de Olinda e Recife, além do Polo Carnavalesco Afro da Nação Xambá e municípios da Região Metropolitana e do interior do Estado. As iniciativas envolvem orientação, acolhimento, divulgação de campanhas educativas e distribuição de materiais informativos sobre o combate ao racismo estrutural e a garantia de direitos da população negra.

De forma integrada, haverá ainda a campanha “Todo Mundo Cabe na Folia”, que reforça a importância da igualdade, o respeito à diversidade e o enfrentamento a todas as formas de discriminação, como racismo, etarismo, capacitismo e LGBTQIA+fobia. A campanha orienta comportamentos, fortalece a cultura dos direitos humanos e contribui para a prevenção de violações, promovendo um Carnaval mais inclusivo, acessível, seguro e democrático.

Por meio do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Pernambuco (Procon-PE), o Governo do Estado promove também a campanha “Procon Pernambuco na Folia”, com orientações sobre práticas abusivas e direitos fundamentais, como a obrigatoriedade de informação prévia sobre cobrança de couvert artístico, a proibição de consumação mínima, o caráter opcional da taxa de 10% e o direito à informação clara sobre formas de pagamento.

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