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Fenearte oferece visitas acessíveis com audiodescrição, Libras e experiências sensoriais para pessoas com deficiência

Foto de pessoas caminhando por corredores da 26ª Fenearte. Espaço decorado com estrelas, planetas e luminárias suspensas. Ao fundo, um portal azul com o logotipo da feira.

Foto: Rafael Aroeira/Fenearte

A ação é gratuita e permite que visitantes com deficiência visual, surdos e pessoas neurodivergentes explorem a feira por meio de texturas, aromas, sabores e interação com artesãos

Quem visitar a 26ª edição da Fenearte poderá participar de uma programação voltada à acessibilidade comunicacional e à inclusão de pessoas com deficiência. A iniciativa oferece visitas guiadas gratuitas com audiodescrição, interpretação em Libras e experiências sensoriais que ampliam o acesso ao conteúdo da maior feira de artesanato da América Latina.

As atividades são destinadas principalmente a pessoas com deficiência visual, pessoas surdas e neurodivergentes, que podem percorrer os espaços da feira acompanhadas por audiodescritores e intérpretes de Libras. As visitas acontecem diariamente, das 14h às 17h durante a semana, e das 10h às 13h nos finais de semana. 

Segundo Liliana Tavares, responsável pela acessibilidade comunicacional da Fenearte, a proposta é garantir uma experiência completa e participativa para os visitantes. “Temos visitas guiadas com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e neurodivergentes, além de visitas em Libras. Também contamos com intérpretes na recepção para acolher visitantes surdos em sua própria língua”, explica. Durante aproximadamente três horas, os participantes percorrem diferentes espaços da feira em uma experiência que vai além da observação das peças expostas. “É uma visita muito sensorial. As pessoas têm a oportunidade de tocar nos objetos, sentir texturas, provar sabores, conhecer aromas e conversar diretamente com os expositores”, destaca Liliana. 

Além de receber informações sobre as peças e os artesãos, os participantes são incentivados a explorar os produtos por meio do toque e da interação direta com os expositores. É justamente essa experiência que faz com que muitas pessoas retornem à atividade ano após ano. Uma delas é Ana Claudia Cabral, que já participou das visitas acessíveis da Fenearte seis vezes. 

Para ela, cada participação reserva novas descobertas, mesmo quando alguns espaços já foram visitados anteriormente. “Fui seis vezes e cada dia vejo uma coisa diferente. Sempre tem uma peça nova para conhecer, tocar e conversar com os mestres. Uma das coisas mais interessantes foi conhecer o chapéu que João Gomes usa. As pessoas falavam que era um boné, mas quando tocamos percebemos que não era simplesmente um boné de couro, era algo completamente diferente”, relata.

Foto de duas pessoas posando ao lado da estrutura cenográfica da "26ª Fenearte", em letras grandes brancas e marrons. À esquerda, uma mulher de cabelos avermelhados usa blusa estampada de fundo preto, short jeans e sandálias pretas. À direita, um homem usa chapéu marrom, óculos escuros, camiseta preta, calça jeans e sandálias. Ambos sorriem para a foto e apoiam as mãos na estrutura da Fenearte. Ao fundo, um painel laranja, galhos secos e cactos.
Foto: Divulgação

Ana Claudia destaca que a audiodescrição, exploração tátil e o diálogo com os artesãos proporcionam uma compreensão mais profunda das obras expostas. “Estava vendo uma bolsa que parecia ser de palha. Quando fomos tocar e conversar com a artesã, descobrimos que ela era feita de papel machê produzido com jornal. A gente pergunta, conversa e entende como as peças foram feitas. Isso faz toda a diferença”, conta.

De acordo com a acessibilidade oferecida pela Fenearte permite uma experiência cultural mais rica e inclusiva do que aquela vivida em muitos outros eventos. “Se eu for a uma feira acompanhada apenas por uma pessoa que enxerga, eu não vou ter a mesma experiência. As pessoas olham e nem sempre descrevem o que estão vendo. Na Fenearte, eu me sinto incluída. Às vezes, a gente vê até mais do que muita gente que enxerga”, afirma.

As visitas são gratuitas e cada pessoa com deficiência pode participar com um acompanhante. A Fenearte segue até o dia 19 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. 

Serviço | Visitas acessíveis na Fenearte 2026

Até 19 de julho, Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda (PE)

Participação gratuita e direito a acompanhante

Dias úteis: das 14h às 17h

Finais de semana: das 10h às 13h

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